Ó Deus! Como é duro gerir um projeto. Há um lugar especial para os gerentes (principalmente os meus) no céu.
Escolher os membros da equipe (coders, testers e afins) acaba sendo bem mais simples. As competências técnicas são mas fáceis de serem vistas em uma pessoa. Durante as iterações (ou sprints) o sistema de pares acaba protegendo os fontes e até protegendo alguns programadores deles mesmos.
Mas como escolher um gerente de projeto?
Existem algumas máximas que podem ajudar na hora desta seleção, e que em sua simplicidade escondem as qualidades que se espera de um bom gerente ágil.
Somente pode mandar quem sabe obedecer
Projetos ágeis são baseados em diversos valores, e um deles é a auto-disciplina.
Se quando estava junto do time de desenvolvimento não escrevia as units de teste, por uma boa razão (e elas sempre são boas), como vai poder agora gerente entoar para o time o mais salutar de todos os mantras, o “ÔM testar primeiro ÔM testar durante ÔM testar depois”.
Mais do que um líder, um pastor
Lembre-se, está no manifesto ágil: Indivíduos e interação entre eles mais que processos e ferramentas.
Nos projetos ágeis mais do que a figura do general, com espada em punho, apontando contra as hostes inimigas, tem-se a imagem do protetor.
Grandes são as atribuições que esperam o gerente, e ele não tem com todas elas ainda querer dizer para onde ir, muito menos o como ir.
O cliente já nos disse onde ir. O como ir é colaborativamente criado pela equipe.
Ao gerente cabe pastorear os membros da equipe, protegendo-os das interrupções externas, ensinar constantemente os caminhos do processo ágil e mostrando o seu valor, motivar que o máximo tudo seja testado automaticamente, e de forma redundante e garantir que o cliente continue sendo sempre o foco da equipe.
Um gerente de projeto nunca escreve uma linha de código, nunca documenta nenhum requisito e nunca testa uma implementação. Isto não faz parte do universo dele.
Ter um toque suave
Uma gerencia de toque suave é suave na tomada de decisões, mas é pesada no planejamento, na facilitação de interações, no aumento da dinâmica da equipe, fortemente incentivando a colaboração e principalmente sendo amplamente aberto à inovação e à experimentação.
Estas características de um gerente são mais importantes para o sucesso do que a autoridade na tomada de decisões, ainda que elas sejam importantes na vida do gerente.
Quando um gerente age verdadeiramente com um toque suave, ele ou ela é praticamente invisível.
Este conceito foi originalmente criado por Jim Highsmith.
Em suma…
Mais do que ter os clássicos valores da comunicação, diplomacia e capacidade de organização (que continuam todos importantes), o gerente do processo ágil tem de saber que o seu real valor esta em manter a interação entre os membros da equipe sempre funcionando.
Segue uma excelente sugestão de livro para saber mais.


